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Minha história com comunidades: ZeroOnze, Silicon Drinkabout e Distrito

Minha história com comunidades: ZeroOnze, Silicon Drinkabout e Distrito

Nem me lembro a primeira vez que tive contato com uma comunidade. Talvez tenha sido com a turma do prédio - a gente se organizava para pedir melhorias e para fazer festas -, ou quando entrei para o Movimento Escoteiro ou ainda no grêmio estudantil. Éramos um grupo de amigos ou conhecidos com interesses em comum e sabíamos que juntos e organizados éramos mais fortes do que separados.

Só fui aprender de verdade que isso chamava COMUNIDADE em 2017, quando comecei a empreender com minha primeira startup. Trabalhei no mundo corporativo tradicional por mais de 15 anos, mas tinha muita vontade de empreender e fazer algo diferente pelo mundo. Estava cansada de um modelo tão hierárquico, engessado e pouco inovador, embora fosse confortável e financeiramente compensador.  

Em 2017, eu viajei para São Francisco, na Califórnia, para fazer um curso e conhecer o aclamado Vale do Silício. Voltei de lá e comecei, junto com dois sócios, a Play2sell. Só que quando a gente criou a startup, eu ainda estava empregada, tinha ótimo salário e morria de medo de não dar certo e acabar ficando na mão - ainda mais com uma filha pequena para criar.

Nesse caminho, eu conheci o Silicon Drinkabout, um encontro semanal para empreendedores de startups e outros profissionais  feito por voluntários e com o propósito de conexão para fomentar o ecossistema de inovação. Logo entrei para o time de organização. E foi lá que eu realmente comecei a entender o que era comunidade. 

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Por meio do Silicon, comecei a me conectar com outras pessoas incríveis. Cada vez mais eu me envolvia, porque percebi que havia uma rede de pessoas vivendo desafios parecidos com os meus e que surpreendentemente estavam super disponíveis para me ajudar.

Confesso que, no começo, eu não entendia muito bem a "mecânica" da coisa. Eu só sabia que ajudava e era ajudada. E tudo foi fluindo. Até que entendi que a comunidade do Silicon Drinkabout São Paulo fazia parte de uma outra maior, a Zeroonze, a comunidade de startups de São Paulo.

Depois de um tempo, eu já estava totalmente envolvida. Empreender dói muito, é solitário, cheio de altos e baixos e com poucas horas de sono ou de lazer. Entender que ali havia um grupo disposto a me ajudar foi decisivo. Nessas pessoas me apoiei a cada fracasso, para elas pedi incontáveis conselhos, com elas comemorei conquistas. E foi essa comunidade que me fez tomar coragem e pedir demissão do meu trabalho pra mergulhar de vez na aventura do empreendedorismo. Agora eu entendia que a chance de dar certo era muito maior e, mesmo se não desse, eu sentia que teria ajuda para voltar ao mercado ou para tentar outra coisa.

Foram dois anos e meio de Play2sell, com dezenas de conquistas, entre elas duas rodadas de investimento. E nesse período, compreendi a importância do give back e passei a também cooperar mais com a comunidade, não apenas no Silicon, mas também como voluntária em Startup Weekends, SP Tech Weeks, Hackathons e liderando outras iniciativas.

Organizadores de Startup Weekends da ZeroOnze, em janeiro, no Google for Startups Campus em SP
Nesse caminho, eu entendi que meu caminho estava ligado a ajudar outras pessoas a percorrerem essa jornada. Comecei a estudar cada vez mais sobre comunidades e me profissionalizar. Em agosto de 2019 saí da startup e me tornei head de Comunidade no Distrito, hub de inovação com mais de 140 startups e dezenas de corporações e investidores buscando o fomento do ecossistema. E o trabalho lá me dá um orgulho danado todos os dias, principalmente por ter um time incrível com o mesmo brilho nos olhos. 

Hoje sigo cada vez mais apaixonada pelo propósito de ajudar comunidades, agora também organizando o Community Summit Brasil. Seja bem-vindo!

 

Lideres de Comunidade
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