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Gestão do Conhecimento em Comunidades de Prática

Gestão do Conhecimento em Comunidades de Prática

O conhecimento, quando serve como reflexão das lições aprendidas, transforma-se em melhores práticas e torna-se a base para o comportamento inteligente, tanto das organizações quanto indivíduos. A complexidade trazida pela intensa velocidade das mudanças que precisam e geram  novas tecnologias e competências visam atender o grupo e demandas de uma economia baseada no conhecimento. (DRUCKER, 2002; CASTELLS, 2005)
As Comunidades de Prática disponibilizam um ambiente que propicia conectar essas pessoas, incentivando o autodesenvolvimento e compartilhamento de ideias e estratégias e tem funcionamento de maneira distinta de outras estruturas, uma vez que atende a um propósito específico, como por exemplo, o desenvolvimento de novos produtos e serviços, mercado, processo ou contexto organizacional. Nas Comunidades de Prática, não são os limites físicos, presença ou fronteira seus valores determinantes, mas as atividades dos participantes, o grau de engajamento e entendimento comum. (WENGER, MCDERMOTT & SNYDER, 2002).Segundo a SBGC, as comunidades de prática são grupos que têm como premissa o compartilhamento e a aprendizagem e o ponto de vista de topologia, dinâmica, relacionamentos, interatividade e diversidade entre os atores as CoP podem ser consideradas como um tipo específico de rede. As Comunidades de Prática, segundo Wenger, McDermott e Snyder (2002) possuem três elementos estruturais que se inter-relacionam: 1) O tema ou assunto que traz significado para as ações e atividades; inspira os membros a contribuir, participar e orienta os aprendizados e denomina-se domínio que legitima a comunidade pela afirmação de propósitos e valores dos participantes; 2) A definição de papéis e a conciliação entre vários interesses de pessoas, que se auxiliam mutuamente no compartilhamento de informações que denomina-se comunidade, sendo formada por pessoas que se engajam em atividades conjuntas gerando nos participantes confiança e equilíbrio,  3) As interações entre membros, conjunto de ideias, ferramentas, informações, estilos, linguagens, histórias e documentos que formam a prática de acordo com o grau de engajamento e os níveis de participação  indicando  que os novatos aprendem com veteranos e com o tempo e vice-versa.

Se você se interessou pelo assunto, podemos nos aprofundar no assunto e apresentarmos as pesquisas que estamos realizando para Comunidades de Prática para a área de Saúde.

Fontes: 
SBGC - Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento- site acessado em 19/02/2016 às 15h01 em http://www.sbgc.org.br/sbgc.
WENGER, E. Communities of Practice: learning, meaning and identity. Cambridge: Cambridge University Press, 1998.
WENGER, E. A Community of leading knowledge-based organizations dedicated to networking, benchmarking and sharing Best of practices – A Guide do managing Knowledge, Harvard Business School Press, Cambrige, USA, 2002
WENGER, E.; MCDERMONT, R.; SNYDER, W.- Seven Principles for Cultivating Communities of Practice. Cultivating Communities of Practice: a Guide to Managing Knowledge. Boston: Harvard Business School Press, 2002.

 

 

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