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A Nova Comunidade?

A Nova Comunidade?

O senso de pertencimento comunitário que nos desafia.

Há quem diga que, desde os tempos imemoriais, somos formados enquanto indivíduos a pensar e perceber a nossa existência a partir do outro, da experiência do contato. 

Já outros possam afirmar que, inevitavelmente, nossa ideia comunitária sempre sofre constantes mutações e que não temos como pré-definir modelos ou, até mesmo, prever os desdobramentos que uma comunidade de algum interesse em específico pode querer ou criar, enfim, como corpo comunitário conquistar.

Independente da abordagem, desde os mais holísticos, até os mais pragmáticos, o que se impõe é o senso de cooperação que nos uni - de tal forma - que é impossível não construirmos uma espécie de resposta a esse dilema da conexão.

Somos desafiados, diariamente, a testar os nossos limites de pertencimento.

Mesmo os mais individualistas (ou até mesmo os tímidos) não conseguem ficar imunes ao outro.

Pode até não falar com alguém, não procurar; entretanto, estrá dependente do outro, na roupa que veste, no aparelho que lê esse conteúdo, nas coisas que toca para interagir com os mundos (digital ou não), nas coisas que come.

Sabendo que temos esse imperativo comunitário para responder de alguma forma, a pandemia de 2020, nos coloca algo ainda mais específico: por acaso, estaríamos a construir uma nova comunidade?

Para o bem ou para o mal, como preferirem, o desafio de resposta ao comunitário é amplificado. Para além de frases de efeito, pensamentos positivos ou abordagens mais niilistas da vida, a questão da dependência está dada e cada dia fica mais evidente.

Que possamos, em alguma medida, responder bem a esses estímulos de pertencimento. Podendo propor ambientes dialogais que construam algo de relevante ao outro.

Como o filósofo Emmanuel Levinas gosta de tratar nos seus textos a chamada alteridade em relação ao outro. Esse deslocamento faz toda a diferença na nossa percepção.  

Gosto dessa fala sobre empatia, do Luís Mauro Sá Martino, no Canal da Casa do Saber expressa:

 

  

A "empatia resgata o humano" e isso é maravilhoso, podendo viver isso em comunidade. Atingindo objetivos comuns, cocriando coisas relevantes para o bem comum.

"Para além das discordâncias, talvez temos muitas coisas em comum" - Luís Mauro Sá Martino

Acredito que somos capazes de produzir respostas significativas:

  • Vivemos essa nova comunidade?
  • Saberemos responder a esses novos desafios?
  • Podemos usar a volição humana para o bem comum?

Viver não é coisa muito fácil não, como diria o meu avô paterno, no alto de sua doce sabedoria dos muitos longos anos que viveu.

E, acredito eu, que um bom caminho e termos a capacidade mais aguçada de nos humanizar cada vez mais para viver essas conexões comunitárias necessárias  e relevantes: com respeito, amor e generosidade.

Agradeço seu tempo de ler esse texto, espero ter contribuído de alguma forma.

 

Quenani Leal / Publicitário


Foto: Jopwell

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Publicitário, graduado pela Unisinos. 📌 Atua em projetos de marketing que partem do design de território e geomarketing. Ajuda empresas a estabelecer interações relevantes com seus clientes no seu processo de compra e descoberta.

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